Pular para o conteúdo principal

Coisas que aprendi com a distância sobre mim...







Quando eu fui diagnosticada com depressão em 2015, eu tinha 23 anos. Trabalhava 12h por dia, 7 dias na semana, estava há duas semanas sem folgar e tinha acabado de passar por um episódio constrangedor.
Resumindo: eu estava no fundo do poço.
Com o tratamento psiquiátrico e psicológico eu vim a entender muitas coisas sobre mim.
Sobre tudo o que acontecia a minha volta e não tinha noção nenhuma. Na verdade, eu nunca tive muita noção, para nada.
Uma dessas coisas foi a dependência emocional que eu tinha dos meus pais.
Com 23 anos eu era financeiramente independente, mas emocionalmente ainda muito ligada, é como se o cordão umbilical nunca tivesse sido cortado.
Quando em dezembro de 2018 eu soube que precisava vir para São Paulo minha mente automaticamente começou a trabalhar para conseguir vencer os obstáculos emocionais.
Ficar longe da família, dos amigos.
E por mais difícil que pareça foi a melhor decisão da minha vida.
Nunca pensei que seria tão fácil sair e vir. Não que eu não sinta falta, sinto até demais, mas é uma questão que consigo lidar melhor do que pensei.
Eu falo com eles todos os dias por vídeo chamada, a gente ri e se diverte, e embora meus pais estejam sentindo muita saudade – eles falam isso todos os dias – eles sabem que eu estou bem, estou feliz e que tudo é um novo recomeço. É uma nova jornada de descobertas. Era o momento de seguir em frente, deixar o passado e entender que meus demônios não são mais fortes do que. Que é possível vencer mesmo que tudo pareça dar errado.
Estar em outro estado a 1500km de distância tem me feito enxergar a vida de outra forma. De encarar a depressão e a ansiedade de formas diferentes.
Eu vim para cá com a mala cheia de sonhos e dois caminhos: ou eu venço ou elas me vencem!
E bom, eu sou uma ótima lutadora.


Comentários