Há quanto tempo um sorriso não estampava meu rosto? Há quanto tempo tudo perdeu a cor, o vazio chegou e ficou? Há quanto tempos as cores não brilhavam mais? Quando tudo isso aconteceu eu era uma menina, saindo da casca. Abrindo-se para o mundo, aí tudo se tornou tão difícil e a casca voltou a fechar-se. Era como se tudo tivesse perdido o sentido, e eu estivesse sendo atirada no vácuo do Universo, orbitando sem rumo. Era tudo estranho. Nada parecia realmente ser feliz, ficou a tristeza da solidão. Ah, a solidão. Muitas vezes tão odiada, fria, triste, tão vazio... Até que ela começou a fazer sentido, e todo o resto também. Sabe aquela máxima “estar consigo mesmo”? Foi um mantra estar comigo. Uma terapia. Uma busca. E usei da minha própria companhia para entender tudo a minha volta. Para compreender a extensão da minha tristeza, para compreender os versos no vazio. A solidão foi a única que em anos me fez olhar no espelho e começar a entender meu próprio ...
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